Entretenimento
Projeto de danças urbanas ganha as ruas da Grande Vitória em formato de flash mob
Visibilizar corpos que não se enquadram nas normas e padrões impostos pela sociedade hegemônica, por meio dos movimentos, da música e da atitude das danças urbanas: esta é a proposta do espetáculo “Por mais que você não veja, haverá sinais”, iniciativa da YuP! Produções e da CASU (Casa Urbana) que será apresentada em formato de flash mob, em diferentes espaços da Grande Vitória, no período de 11 a 21 de dezembro.
A abordagem do espetáculo vai girar em torno da marginalização dos corpos dissidentes, com elenco formado por pessoas negras, LGBTQIAPN+ e com deficiência, que irão ocupar quatro contextos específicos: a rua, a universidade, a praça e a escola.
O cronograma de apresentações incluirá ensaios abertos e montagens no formato de flash mob, caracterizado pela intervenção urbana rápida de um grupo de pessoas em ambientes públicos a partir de diferentes motivações que podem contemplar a difusão cultural, a denúncia social e a expressão artística.
Ensaios
Os ensaios abertos terão início no dia 11 de dezembro, no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus de Goiabeiras, e no Parque Moscoso, no Centro de Vitória. No dia 13 de dezembro, o ensaio vai acontecer na Praça das Artes, em Feu Rosa, Serra, por meio de uma parceria com o Origrafis – um dos maiores eventos de intervenção urbana da cultura hip hop da América Latina. As agendas seguintes serão no dia 14 de dezembro, na Praia de Camburi, próximo ao Píer de Iemanjá; e no Parque da Prainha, em Vila Velha, em parceria com o evento Vila Natalina, promovido pela Prefeitura Municipal de Vila Velha.
Por sua vez, as apresentações também ocorrerão nesses ambientes, entre 18 e 21 de dezembro, em formato de flash mob, onde esses corpos emergirão com suas manifestações artísticas como resistência para falar de amor, do sentir e de viver o presente, conforme destaca a diretora coreográfica Yuriê Perazzini.
“Trabalharemos a partir do método que desenvolvi chamado “Dance Fusion: Como descolonizar um corpo? Método Moquear”, que tem como principais linguagens as danças afrodiaspóricas, como as danças urbanas, street dance e as manifestações culturais afro-capixabas”, afirma.
Uma das precursoras do flash mob no Espírito Santo, Yuriê trabalha com esta expressão artística desde 2010 e, pela primeira vez, reúne pessoas com deficiência em torno desta linguagem que surpreende e encanta o público. O projeto conta com a parceria da professora Bianka Gomes, responsável pela seleção da turma de cinco pessoas com deficiência que integram o elenco principal.
“O foco do projeto é neste segmento da sociedade, mas o grupo conta também com bailarinos e bailarinas pretes periféricas, selecionados a partir de chamamento público”, informa Yuriê.
Trilha sonora
Assinada pelo musicista Gessé Paixão, a trilha sonora conta com a participação de Fepaschoal na correalização de uma composição potente e cheia de identidade. Gessé explica como foi desenvolvida a trilha que embala o projeto, revelando suas inspirações, referências e a construção sonora que dialoga com a cultura capixaba e com a força dos corpos que irão ocupar a cidade com arte e movimento: “Trazemos a partir do agogô, do berimbau, dos sons de sintetizadores, de excertos de músicas que já existiam e de muitos elementos da música afrodiaspórica para somar-se à coreografia de Yuriê Perazzini, que tamb ém comunica a afrodiasporidade, a afirmação de resistência e resiliência do povo preto, periférico, LGBTQIAPN+ e PCD”.
Os ensaios acontecem desde outubro na Escola Técnica de Teatro, Dança e Música Fafi, com a participação de 22 pessoas de 18 a 60 anos de idade.
Coreógrafa, bailarina de danças urbanas e mestra em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Yuriê descreve os benefícios proporcionados pelo projeto “Por mais que você não veja, haverá sinais” aos seus integrantes. “As pessoas participantes deste projeto coreográfico estão tendo acesso a aulas de danças afros e consciência corporal, irão ocupar a cidade através da cultura hip hop, dançar uma trilha sonora feita exclusivamente para o trabalho, com texturas baseadas nas estéticas afro-indígenas, e trabalhar a autoestima através da dança”, elenca a diretora.
O projeto é realizado por meio do Edital n° 10/2023 – Linha 2 – Projetos de Dança, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES), com recursos do Funcultura.
1ª Passagem – Ensaio geral
Data: 11 de dezembro
Local: Restaurante Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) – Campus de Goiabeiras, Vitória
Horário: 13h às 14h
2ª Passagem
Data: 11 de dezembro
Local: Parque Moscoso, Av. Cleto Nunes, s/n – Centro, Vitória – ES, 29015-040. Parceria com o evento “Natal de Encantos”
Horário: 19h às 20h
3ª Passagem
Data: 13 de dezembro
Local: Praça das Artes, no bairro Feu Rosa, Serra, em parceria com o Origrafis – um dos maiores eventos de intervenção urbana da cultura hip hop da América Latina
Horário: 18h às 19h
4ª Passagem
Data: 14 de dezembro
Local: Praia de Camburi, Av. Dante Michelini, Vitória (na altura do Píer de Iemanjá)
Horário: 14h às 15h
5ª Passagem
Data: 14 de dezembro
Local: Parque da Prainha, em Vila Velha, por meio de parceria com o evento Vila Natalina, promovido pela Prefeitura Municipal de Vila Velha
Horário: 19h às 20h
- APRESENTAÇÕES – FLASH MOBS:
1ª Apresentação
Data: 18 de dezembro
Local: Restaurante Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) – Campus de Goiabeiras, Vitória
Horário: 13h às 14h
2ª Apresentação
Data: 18 de dezembro
Local: Parque Moscoso, Av. Cleto Nunes, s/n – Centro, Vitória – ES, 29015-040
Horário: 19h às 20h
3ª Apresentação
Data: 20 de dezembro
Local: Praça das Artes, no bairro Feu Rosa, Serra, em parceria com o Origrafis – um dos maiores eventos de intervenção urbana da cultura hip hop da América Latina
Horário: 18h às 19h
4ª Apresentação
Data: 21 de dezembro
Local: Praia de Camburi, Av. Dante Michelini, Vitória (na altura do Píer de Iemanjá)
Horário: 14h às 15h
5ª Apresentação
Data: 21 de dezembro
Local: Parque da Prainha, em Vila Velha, por meio de parceria com o evento Vila Natalina, promovido pela Prefeitura Municipal de Vila Velha
Horário: 19h às 20h
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Clássico ‘A Metamorfose’ com adaptação capixaba será exibido em Vitória
Uma das obras mais emblemáticas da literatura mundial, escrita por Franz Kafka, ganha uma releitura contemporânea ambientada no Espírito Santo. A adaptação capixaba de A Metamorfose, dirigida por Enzo Rodrigues, terá nova exibição no dia 24 de abril, no Cine Jardins, em Jardim da Penha.
O longa-metragem, quinto da carreira do diretor, já teve uma primeira sessão em março, que registrou lotação máxima. Agora, retorna ao público com a proposta de ampliar o acesso à produção independente local. Veja o trailer:
Realizado pela produtora Utopia Filmes, o projeto contou com apoio da Política Nacional Aldir Blanc, por meio da Prefeitura da Serra. A narrativa acompanha Gregório, um representante comercial que vê sua vida desmoronar após se transformar misteriosamente em um inseto. A partir daí, suas relações entram em colapso, enquanto ele enfrenta um intenso conflito interno para manter sua humanidade.
Segundo o diretor, o desafio foi transportar a essência da obra original para um novo contexto. “Foi um grande desafio adaptar um livro tão significativo. Buscamos destacar ideias que eram pertinentes no tempo de Kafka, mas que também dialogam com a realidade atual”, afirma Enzo Rodrigues.
O ator Daniel Bones, que interpreta o protagonista, destaca a complexidade do papel. “É um personagem consagrado, o que exige muito estudo. É um texto denso, exigente, mas ao mesmo tempo empolgante”, comenta.
Além das exibições locais, o filme também deve circular por festivais e mostras no Brasil e no exterior, ampliando seu alcance e dialogando com diferentes públicos.
Serviço – A Metamorfose
Direção: Enzo Rodrigues
Classificação indicativa: 14 anos
Data: 24 de abril
Horário: 20h30
Local: Cine Jardins (Jardim da Penha, Vitória)
Ingressos: à venda pelo Sympla
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Espetáculo de dança “Bom Sujeito” leva ao palco do Sesc Glória a fusão entre samba e flamenco
O Centro Cultural Sesc Glória, por meio do projeto Cena Local, recebe o espetáculo de dança “Bom Sujeito”, solo da bailarina Ivna Messina. O público poderá conferir a apresentação nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, às 19h30, no Teatro Virgínia Tamanini.
Fruto de uma pesquisa que aproxima o flamenco do samba, “Bom Sujeito” estreou em 2016 como parte do projeto “Isso não é flamenco” e reafirma o olhar de Ivna Messina sobre as fronteiras entre linguagens dos países Espanha e Brasil.
Com direção de Fernando Marques e trilha sonora original de Letícia Malvares e Roberto Monteiro, o espetáculo convida o público a entrar em um território onde samba e flamenco se sobrepõem, dialogam e se reinventam em cena.
Em cena, a artista explora uma fusão de ritmos, musicalidades e expressões corporais para revelar afinidades e apresentar as tradições culturais dos países.
Cena Local
O projeto do Sesc Cultura oferece espaço para grupos locais se apresentarem nos teatros do Sesc Glória, seja em sessão única no Teatro Glória ou em minitemporada no Teatro Virgínia Tamanini. O objetivo é impulsionar o amadurecimento dos espetáculos e proporcionar ao público experiências cênicas de qualidade com artistas e grupos capixabas.
Serviço: Cena Local | Espetáculo” Bom Sujeito”
Categoria: Dança
Data: 26, 27 e 28 de fevereiro de 2026
Hora: 19h30
Local: Teatro Virginia Tamanini – Centro Cultural Sesc Glória
Duração: 40 min
Classificação: Livre
Capacidade: 60 lugares
Ingressos
Valores: R$20,00 (Inteira) | R$10,00 (comerciário/meia/meia solidária) | R$13,00 (conveniado) | R$15,00 (comerciante)
Meia solidária
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Exposição reunirá obras de 36 artistas capixabas e nacionais no MAES
Parte de um acervo de arte particular estará disponível para o grande público entre a próxima terça-feira (24) e 26 de abril no Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES). É a mostra “Arte em todos os sentidos”, que vai reunir obras contemporâneas de 36 artistas capixabas e nacionais.
Com um olhar direcionado à contemporaneidade, o diretor do MAES, Nicolas Soares, fez a curadoria da exposição e selecionou 41 pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas entre as obras que integram o acervo do colecionador de arte Ronaldo Domingues de Almeida.
“Nunca planejei formar um acervo. Queria apenas conviver com a arte no cotidiano. A coleção cresceu de forma espontânea, movida pelo interesse estético e pela experiência proporcionada por cada obra. Com o tempo, fiquei me perguntando qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos”, descreve o colecionador e curador adjunto da mostra.
A exposição permitirá que os visitantes apreciem criações de artistas nacionais que nunca ou raríssimas vezes expuseram em Vitória.
“Quanto aos artistas capixabas escolhidos, na impossibilidade de apresentar a totalidade, o curador selecionou nomes representativos de períodos diversos, buscando obras cujas temáticas fogem daquelas pelas quais habitualmente são reconhecidos”, completa a jornalista Adriana Machado, coordenadora do projeto e produtora executiva da exposição.
O nome “Arte em todos os sentidos” é uma referência a um detalhe de uma obra do artista Paulo Bruscky, uma arte postal, cujo título é “Hoje a Arte é este Comunicado”. A peça faz parte do acervo e a escolha do título dialoga com o projeto.
A mostra integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, cujo objetivo é contribuir para a democratização do acesso à arte e salvaguardar a memória do patrimônio artístico capixaba, em especial.
O projeto foi aprovado no Edital nº 18, lançado pela Secretaria da Cultura (Secultes) em 2024, e foi contemplado com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espirito Santo (Funcultura) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MINC).

Acervo RDA
A mostra é uma das ações formativas integradas ao projeto Acervo RDA, que está em execução. Obras do acervo estão sendo catalogadas e digitalizadas para inserção na plataforma online do Governo do Estado, Midiateca Capixaba.
A realização da exposição no MAES se deve ao convite feito pela instituição, por reconhecer a relevância do projeto tanto em relação à preservação da memória dessas obras quanto pelo propósito de buscar a democratização do acesso à arte.
“Foi dessa reflexão que nasceu o desejo de compartilhar. A digitalização e a inserção do acervo na Midiateca Capixaba transformam o que era privado em acesso público, ampliando a experiência da arte e sua função social. E, agora, estamos levando parte desse acervo fisicamente durante a exposição”, acrescenta Adriana Machado.
O acervo conta com centenas de obras, entre pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas, de aproximadamente 100 artistas modernos e contemporâneos, renomados e emergentes, sendo a maioria capixaba. Entre esses, os acadêmicos Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, e também artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, o Lando, Didico e Rick Rodrigues. Entre os artistas de outros estados e países: Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Prozak e Alex Vallauri (grafites), Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.
O colecionador
Ronaldo Domingues de Almeida é juiz. Ele iniciou sua relação com a arte no ambiente político-cultural da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), nos anos 1980. Começou a colecionar obras por prazer, mas, com o tempo, aprofundou seu interesse, formou-se em Artes Plásticas e passou a reunir um acervo expressivo de arte moderna e contemporânea, especialmente capixaba.
Sua casa se transformou em galeria viva, e hoje ele reconhece o valor público da coleção e busca sua difusão por meio da Midiateca Capixaba. Almeida adquire as obras para seu acervo muitas vezes diretamente com o próprio artista, principalmente os radicados no Estado. Também compra em galerias de arte ou por meio de leilões.
CONFIRA OS ARTISTAS COM OBRAS EM EXPOSIÇÃO:
ÁLVARO CONDE
ANDRÉIA FALQUETO
ÂNGELO DE AQUINO
ANTÔNIO POTEIRO
AUGUSTO HERKENHOFF
CARLOS SCLIAR
CILDO MEIRELES
CLAUDIA COLARES
DAN MENDONÇA
DIDICO
FRANZ WEISMANN
GILBERT CHAUDANNE
HILAL SAMI HILAL
HOMERO MASSENA
IOLE DE FREITAS
JOCIMAR NALESSO
JOSÉ ROBERTO AGUILAR
MARIA BONOMI
LANDO
LEVINO FÂNZERES
LINCOLN GUIMARÃE DIAS
LUCIANO BOI
PAULO BRUSCKY
PITÁGORAS LOPES
PROZAK
REGINA CHULAM
REGINA SILVEIRA
RICK RODRIGUES
ROSANA PASTE
SANDRO NOVAES
SANTE SCALDAFERRI
TOM BOECHAT
TOMIE OHTAKE
VIVA VILAR
WALTÉRCIO CALDAS
WESLEY DUKE LEE
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