Conecte-se Conosco

Entretenimento

Veja como foi a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória

marcelo

Publicado

em

Veja como foi a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

UNIÃO JOVEM DE ITACIBÁ

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A literatura brasileira foi o fio condutor que abriu o sábado (14) de desfiles no Sambão do Povo. Com o enredo “Viajando na Literatura do Brasil”, a União Jovem de Itacibá cruzou a avenida destacando a importância da escrita na construção da história e da identidade do país.

Ao longo do desfile, a agremiação apresentou um panorama da literatura brasileira, desde seus primeiros registros até obras que marcaram diferentes períodos históricos. O desfile valorizou a escrita como ferramenta fundamental no processo de descobrimento do Brasil e na preservação das memórias, costumes e identidades regionais.

A comissão de frente antecipou o que seria visto na avenida ao representar as páginas da literatura, simbolizando o livro como guardião das histórias do país. O tripé reforçou esse conceito ao trazer o objeto central do enredo como elemento visual de destaque, abrindo os caminhos para a escola.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No primeiro setor, a União Jovem de Itacibá retratou a chegada dos portugueses ao Brasil e o encontro com os povos originários, destacando o início da formação cultural brasileira. A literatura barroca e os primeiros relatos históricos foram apresentados como instrumentos que ajudaram a contar a história local e regional do país.

Grandes romances que contribuíram para a identidade nacional ganharam vida durante o desfile. O Clássico Iracema, de José de Alencar, foi representado pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Obras como Vidas Secas e O Cortiço também marcaram presença.

Seguindo pela trajetória que constrói a identidade cultural do Brasil, a escola conduziu o público ao Nordeste e aos festejos populares. As alas trouxeram referências a figuras e símbolos marcantes da região, como Lampião, representado na bateria, Maria Bonita, destaque à frente dos ritmistas, além de elementos tradicionais como a quadrilha junina e o mandacaru, exaltando a riqueza cultural nordestina.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A verde e branco também deu voz aos personagens que marcaram gerações por meio da literatura infantil. No terceiro e último setor, a escola homenageou a obra de Monteiro Lobato, com destaque para Sítio do Picapau Amarelo. Personagens como Saci, Emília, Visconde e a Bruxa ganharam forma nas fantasias, despertando nostalgia e encantamento no público.

Integrante da escola há mais de dez anos, Vilma Braz destacou a importância de estar na avenida. “Desfilar é manter viva a tradição do carnaval capixaba. Gosto de compor as alas das baianas e hoje é mais um dia de celebração. A escola vai desfilar e espero que, no próximo ano, possamos integrar o grupo especial”, afirmou.

Veja como foi a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória
União Jovem de Itacibá leva a literatura brasileira para a avenida e transforma o desfile em viagem. Foto: Léo Silveira

IMPÉRIO DE FÁTIMA

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Império de Fátima transformou a avenida em um verdadeiro reino encantado ao apresentar o enredo “Era uma vez… Embarque nessa viagem mágica!”. Fundada em 2013 e representante do bairro de Fátima, em Serra (ES), a escola levou cerca de 450 componentes, distribuídos em 12 alas.

Com cores em azul, branco e dourado, e tendo o tigre branco como símbolo, a escola convidou o público a resgatar a criança interior e a revisitar memórias afetivas da infância. A narrativa conduziu os espectadores por um universo onde brincar, sonhar e imaginar são atos de resistência e esperança.

A comissão de frente abriu os portais do “mundo encantado”, dando vida à fantasia e mostrando que a imaginação é capaz de transformar realidades. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, encantou com leveza e doçura ao representar o sabor da infância, enquanto as baianas surgiram como delicadas damas da imaginação, remetendo às bonecas de porcelana.

PROPAGANDA

Ao longo do desfile, alas e destaques de chão traduziram brincadeiras, contos de fadas, medos infantis e o amadurecimento do menino tigre. Do colorido do circo aos tons mais sombrios dos sonhos e sustos, a escola apresentou uma leitura sobre crescimento, coragem e superação, reforçando a mensagem de que a imaginação nunca deve ser perdida.

“Esse é meu segundo ano desfilando na escola. Ver um trabalho que foi desenvolvido durante o ano sendo apresentado é gratificante. Fizemos um belo desfile e tenho certeza de que passamos a mensagem que queríamos”, disse Milena Souza, integrante da escola Império de Fátima.

Veja como foi a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória
Império de Fátima emociona a avenida com viagem mágica pela imaginação infantil. Foto: Marcos Salles

MOCIDADE DA PRAIA

Os festejos juninos tomaram conta da noite de Carnaval na avenida do Sambão do Povo com o desfile da Mocidade da Praia. Com o enredo “Sob o Céu Junino, a Mocidade Faz a Festa!”, a escola realizou o encontro entre duas das maiores manifestações culturais do país, o carnaval e as festas juninas, mostrando que mesmo em períodos diferentes do calendário, ambas compartilham a mesma força de comunhão, alegria e fé.

Inspirado nos grandes santos da devoção nordestina, Santo Antônio, São João e São Pedro, o enredo foi além do aspecto festivo e destacou valores enraizados na cultura popular, como o amor, a esperança e a religiosidade do povo brasileiro.

A comissão de frente abriu o desfile ao transformar a avenida em roça, simbolizando a ocupação do espaço urbano pelo universo rural das festas juninas. Em seguida, as primeiras alas retrataram as promessas feitas aos santos, os sinais iniciais do amor e a esperança que floresce nos corações. O carro abre-alas apresentou o nascimento da festa junina, com fogueiras dedicadas aos santos populares.

O primeiro tripé da escola trouxe referências à fartura, à tradição do pão de Santo Antônio e à fé do povo sertanejo, representadas pelo catavento do sertão, símbolo de resistência e esperança diante da seca.

São Pedro foi destacado como símbolo da fé que transforma a esperança em milagre. Mesmo diante do céu cinzento, o povo acredita na chuva que renova a vida. As alas representaram a formação das nuvens, a espera dos rios pela bênção e a forte ligação do povo com a água. O tripé barco da fé reforçou essa devoção ao apresentar São Pedro como protetor e guia, associando a tradição cristã à pesca e à confiança no sagrado. O segundo casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira surgiu sob um céu festivo, com fantasias que evocaram nuvens, bandeirolas e a alegria junina.

A passarela do samba se transformou em um grande São João. As alas exaltaram os aromas típicos da festa, como milho, pamonha e pipoca, enquanto balões coloridos subiram ao céu como preces, anunciando o grande arraial.

Veja como foi a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória
Mocidade da Praia levou os festejos juninos para a avenida do Sambão do Povo. Foto: Léo Silveira

MOCIDADE SERRANA

A Mocidade Serrana foi a última escola a desfilar na avenida do samba, e encerrou a programação no Sambão do Povo com um espetáculo marcado por sensibilidade e força. Com o enredo “Colo – Criação, Cuidado e Afeto”, a agremiação levou para a avenida um manifesto poético sobre a origem da vida, o acolhimento e o afeto como fundamentos da existência humana.

O desfile apresentou o colo como o primeiro território do ser humano, espaço de proteção, pertencimento e formação, e ampliou esse gesto para uma dimensão coletiva. Ao longo da avenida, o colo foi representado como estrutura social capaz de acolher identidades, reconstruir vínculos e sustentar a vida em meio às adversidades contemporâneas.

A abertura do desfile simbolizou o nascimento do mundo a partir do colo ancestral, onde forças da criação, do tempo e dos caminhos inauguram a existência. A partir desse ponto, a escola conduziu o público por setores que abordaram o colo da natureza, o cuidado dos povos originários, a força das águas como berço da vida e o afeto como linguagem universal.

As alas e alegorias traduziram o cuidado como prática coletiva e o afeto como ato de resistência. A avenida se transformou em espaço de acolhimento da diversidade, onde corpos, histórias e crenças encontraram proteção e reconhecimento.

O desfile também destacou o cuidado presente nas comunidades, nas tradições ancestrais, nas ruas e nas relações humanas construídas a partir da solidariedade.

A escola apresentou o carnaval como um grande colo coletivo, capaz de abraçar todas as emoções humanas e reafirmar a festa como território de pertencimento, empatia e dignidade.

“Quando escutamos a palavra colo, algo dentro da gente aquece, amolece e nos desarma. E hoje foi isso que nos propomos a trazer para a avenida, colo em todos os seus sentidos e jeitos, até mesmo em forma de carnaval”, disse Nilze Santos, integrante da escola.

Veja como foi a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval de Vitória
Mocidade Serrana fecha os desfiles com enredo que exalta o colo como origem e proteção. Foto: Marcos Salles

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Para templates de websites acesse:

Clique [www.sennaprosites.com.br] Aqui

Meus outros Sites: www.esvox.com.br

Propaganda
Clique para comentar

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Entretenimento

Exposição reunirá obras de 36 artistas capixabas e nacionais no MAES

marcelo

Publicado

em

Exposição reunirá obras de 36 artistas capixabas e nacionais no MAES
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Parte de um acervo de arte particular estará disponível para o grande público entre a próxima terça-feira (24) e 26 de abril no Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES). É a mostra “Arte em todos os sentidos”, que vai reunir obras contemporâneas de 36 artistas capixabas e nacionais.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com um olhar direcionado à contemporaneidade, o diretor do MAES, Nicolas Soares, fez a curadoria da exposição e selecionou 41 pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas entre as obras que integram o acervo do colecionador de arte Ronaldo Domingues de Almeida.

“Nunca planejei formar um acervo. Queria apenas conviver com a arte no cotidiano. A coleção cresceu de forma espontânea, movida pelo interesse estético e pela experiência proporcionada por cada obra. Com o tempo, fiquei me perguntando qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos”, descreve o colecionador e curador adjunto da mostra.

A exposição permitirá que os visitantes apreciem criações de artistas nacionais que nunca ou raríssimas vezes expuseram em Vitória.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Quanto aos artistas capixabas escolhidos, na impossibilidade de apresentar a totalidade, o curador selecionou nomes representativos de períodos diversos, buscando obras cujas temáticas fogem daquelas pelas quais habitualmente são reconhecidos”, completa a jornalista Adriana Machado, coordenadora do projeto e produtora executiva da exposição.

O nome “Arte em todos os sentidos” é uma referência a um detalhe de uma obra do artista Paulo Bruscky, uma arte postal, cujo título é “Hoje a Arte é este Comunicado”. A peça faz parte do acervo e a escolha do título dialoga com o projeto.

A mostra integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, cujo objetivo é contribuir para a democratização do acesso à arte e salvaguardar a memória do patrimônio artístico capixaba, em especial.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O projeto foi aprovado no Edital nº 18, lançado pela Secretaria da Cultura (Secultes) em 2024, e foi contemplado com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espirito Santo (Funcultura) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MINC).

Exposição reunirá obras de 36 artistas capixabas e nacionais no MAES

Acervo RDA

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A mostra é uma das ações formativas integradas ao projeto Acervo RDA, que está em execução. Obras do acervo estão sendo catalogadas e digitalizadas para inserção na plataforma online do Governo do Estado, Midiateca Capixaba.

A realização da exposição no MAES se deve ao convite feito pela instituição, por reconhecer a relevância do projeto tanto em relação à preservação da memória dessas obras quanto pelo propósito de buscar a democratização do acesso à arte.

“Foi dessa reflexão que nasceu o desejo de compartilhar. A digitalização e a inserção do acervo na Midiateca Capixaba transformam o que era privado em acesso público, ampliando a experiência da arte e sua função social. E, agora, estamos levando parte desse acervo fisicamente durante a exposição”, acrescenta Adriana Machado.

PROPAGANDA

O acervo conta com centenas de obras, entre pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas, de aproximadamente 100 artistas modernos e contemporâneos, renomados e emergentes, sendo a maioria capixaba. Entre esses, os acadêmicos Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, e também artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, o Lando, Didico e Rick Rodrigues. Entre os artistas de outros estados e países: Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Prozak e Alex Vallauri (grafites), Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.

O colecionador

Ronaldo Domingues de Almeida é juiz. Ele iniciou sua relação com a arte no ambiente político-cultural da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), nos anos 1980. Começou a colecionar obras por prazer, mas, com o tempo, aprofundou seu interesse, formou-se em Artes Plásticas e passou a reunir um acervo expressivo de arte moderna e contemporânea, especialmente capixaba.

Sua casa se transformou em galeria viva, e hoje ele reconhece o valor público da coleção e busca sua difusão por meio da Midiateca Capixaba. Almeida adquire as obras para seu acervo muitas vezes diretamente com o próprio artista, principalmente os radicados no Estado. Também compra em galerias de arte ou por meio de leilões.

CONFIRA OS ARTISTAS COM OBRAS EM EXPOSIÇÃO:

ÁLVARO CONDE
ANDRÉIA FALQUETO
ÂNGELO DE AQUINO
ANTÔNIO POTEIRO
AUGUSTO HERKENHOFF
CARLOS SCLIAR
CILDO MEIRELES
CLAUDIA COLARES
DAN MENDONÇA
DIDICO
FRANZ WEISMANN
GILBERT CHAUDANNE
HILAL SAMI HILAL
HOMERO MASSENA
IOLE DE FREITAS
JOCIMAR NALESSO
JOSÉ ROBERTO AGUILAR
MARIA BONOMI
LANDO
LEVINO FÂNZERES
LINCOLN GUIMARÃE DIAS
LUCIANO BOI
PAULO BRUSCKY
PITÁGORAS LOPES
PROZAK
REGINA CHULAM
REGINA SILVEIRA
RICK RODRIGUES
ROSANA PASTE
SANDRO NOVAES
SANTE SCALDAFERRI
TOM BOECHAT
TOMIE OHTAKE
VIVA VILAR
WALTÉRCIO CALDAS
WESLEY DUKE LEE

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Para templates de websites acesse:

Clique [www.sennaprosites.com.br] Aqui

Meus outros Sites: www.esvox.com.br

Continue lendo

Entretenimento

Que lugar é este (?): livro com história de detentos será lançado em Viana

marcelo

Publicado

em

Que lugar é este (?): livro com história de detentos será lançado em Viana
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Nesta segunda-feira (23), às 15h, será lançado o livro Que lugar é este (?), obra que marca a culminância do projeto homônimo realizado pela produtora cultural e escritora Kátia Fialho, com pessoas LGBTQIAPN+ privadas de liberdade na Penitenciária de Segurança Média II (PSME II), em Viana.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Executado entre março e maio de 2025, o projeto foi viabilizado com recursos do Edital 04/2023 – Valorização da Diversidade Cultural Capixaba da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (SECULT), e promoveu a fruição cultural por meio da leitura e da escrita, como ferramentas de produção de sentido e, ainda, a formação de leitores e ressocialização por meio da literatura.

Que lugar é este (?): livro com história de detentos será lançado em Viana

A obra reúne escrevivências de 23 participantes que aceitaram integrar a publicação, no formato crônica, trazendo à tona memórias, afetos, identidades, desafios e resistências produzidas durante as oficinas de leitura e escrita. O livro também apresenta relatos da equipe responsável, composta por:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
  • Kátia Fialho – organizadora e editora do livro, coordenadora geral do projeto e mediadora das oficinas;
  • Henrique Barros – fotógrafo e diagramador e corresponsável pelo projeto gráfico e produção do livro, em conjunto com Kátia.

As atividades envolveram a leitura do livro “Corpos benzidos em metal pesado”, do autor Pedro Augusto Baía (vencedor do Prêmio SESC de Literatura 2022), que assina o prefácio da obra. O livro conta, ainda, com a participação da Drag Queen e influenciadora digital Rita Von Hunty e do professor da Unifesp e Coordenador do Núcleo Trans dessa universidade, Dr. Renan Quinalha, que assinam, respectivamente, a contracapa e as orelhas do livro.

O lançamento será realizado dentro da própria PSME II, em evento restrito a familiares, amigos convidados e autoridades, valorizando o retorno das produções literárias ao território afetivo de seus autores e reforçando a potência transformadora da palavra.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Para templates de websites acesse:

Clique [www.sennaprosites.com.br] Aqui

Meus outros Sites: www.esvox.com.br

Continue lendo

Entretenimento

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuais

marcelo

Publicado

em

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuais
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

A estilista, figurinista e produtora de moda Joelma Silva tem consolidado sua atuação no campo da moda sustentável a partir de um trabalho centrado no reaproveitamento têxtil, na pesquisa de técnicas manuais e na criação de peças autorais fora da lógica tradicional das coleções sazonais. Fundadora do projeto CriaUpcycling, ativo desde 2020, ela desenvolve criações que articulam rework, bordado manual, crochê e intervenções em jeans e outros tecidos, priorizando processos de transformação e exclusividade.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O CriaUpcycling nasceu como uma plataforma de experimentação e pesquisa em torno do vestir entendido não apenas como produto de consumo, mas como linguagem cultural. Desde então, o projeto tem se estruturado como marca autoral com desenvolvimento contínuo de peças sustentáveis, produzidas a partir de materiais reaproveitados. A proposta parte do princípio de que roupas descartadas ou tecidos remanescentes podem ser ressignificados por meio de técnicas artesanais, resultando em novas construções estéticas.

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuaisAo trabalhar com rework — prática que envolve desconstrução e reconstrução de peças já existentes — Joelma transforma jeans usados, retalhos e diferentes bases têxteis em criações únicas. Cada peça passa por processos de corte, reconfiguração de modelagem, aplicação de bordados à mão ou inserção de crochê, o que elimina a padronização industrial e reforça o caráter exclusivo das produções. A não-sazonalidade também integra a proposta: em vez de lançar coleções vinculadas a calendários fixos, a marca mantém fluxo contínuo de desenvolvimento, respondendo à disponibilidade de materiais e às pesquisas em curso.

Além da linha autoral, Joelma atua na criação de figurinos para performances artísticas e espetáculos culturais. Seu trabalho nesse campo inclui desde a concepção estética até ajustes e transformações de peças, sempre considerando o contexto cênico e a identidade dos artistas envolvidos. A atuação envolve alinhamento visual com direções artísticas, estudo de movimento e adaptação das roupas para atender às demandas de palco, iluminação e narrativa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Nos figurinos, o reaproveitamento também ocupa papel central. Peças já existentes podem ser transformadas para adquirir novos significados em cena, seja por meio de aplicações, intervenções estruturais ou sobreposições. O processo inclui pesquisa de referências, diálogo com performers e experimentação em ateliê, buscando integrar funcionalidade e expressão visual.

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuaisParalelamente à produção, Joelma desenvolve oficinas e participa de editoriais e projetos colaborativos que discutem sustentabilidade na moda. As atividades formativas abordam técnicas de reaproveitamento têxtil, noções de design consciente e estímulo à autonomia criativa. O objetivo é ampliar o acesso a práticas de reconfiguração de roupas, incentivando alternativas ao descarte e à produção em larga escala.

O CriaUpcycling se insere em um contexto mais amplo de questionamento sobre os impactos ambientais da indústria da moda. Nesse cenário, iniciativas voltadas ao upcycling — termo utilizado para designar a transformação de materiais descartados em produtos de maior valor agregado — têm ganhado espaço tanto em circuitos independentes quanto em debates acadêmicos e culturais.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ao associar técnicas manuais tradicionais a uma estética contemporânea, o projeto também dialoga com discussões sobre memória e identidade no vestir. Bordado e crochê, historicamente vinculados ao trabalho doméstico e à transmissão intergeracional de saberes, são incorporados como elementos estruturais das peças, e não apenas como ornamento. A presença desses recursos reforça a dimensão processual do trabalho e evidencia o tempo investido em cada criação.

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuaisNo campo dos figurinos, a experiência em moda sustentável amplia possibilidades de experimentação visual em produções culturais, sobretudo em contextos independentes, onde o reaproveitamento pode reduzir custos e ampliar soluções criativas. A construção de looks completos, ajustes personalizados e transformação de acervos existentes compõem parte significativa dessa atuação.

Com base em ateliê próprio, o CriaUpcycling mantém produção autoral de pequena escala, priorizando exclusividade e desenvolvimento contínuo. As criações transitam entre o cotidiano e a cena, mantendo como eixo comum o reaproveitamento têxtil e a valorização do fazer manual.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ao longo dos últimos anos, a marca tem ampliado sua presença por meio de oficinas, parcerias e projetos colaborativos, consolidando uma atuação que articula moda, sustentabilidade e processos artísticos. Em um mercado ainda fortemente pautado pela produção acelerada e pelo descarte, iniciativas como a de Joelma apostam na permanência, na transformação e na construção de novos sentidos para o vestir contemporâneo.

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Para templates de websites acesse:

Clique [www.sennaprosites.com.br] Aqui

Meus outros Sites: www.esvox.com.br

Continue lendo

Destaque

WhatsApp